Você conhece um bebezinho. Filho, neto, vizinho, parente, conhecido. É um bebê fofinho. Mas você percebe, sente, intui que tem algo errado. O pediatra diz que é só excesso de preocupação. Mas você sabe que ele não está se desenvolvendo da mesma forma que outras crianças, ou que aquele jeitinho de se mexer é diferente do comum. Esse bebê pode ter paralisia cerebral.

A paralisia cerebral, ou PC, é resultado de uma lesão no sistema nervoso em formação. Pode acontecer antes, durante ou depois do parto, ou ainda durante os primeiros anos da infância.

Existem diversos sinais apresentados pela criança que podem indicar a PC. Apenas um médico, após exames, pode confirmar o diagnóstico. Mas você pode observar algumas situações:

  • Ausência do sorriso social, quando o bebê deveria sorrir para pessoas que já reconhece, ou durante uma brincadeira.
  • Bebê com o corpo muito “molinho”, principalmente se não consegue manter a cabeça levantada.
  • Bebê com o corpo muito “duro”, especialmente braços e pernas, que mantém as mãos sempre fechadas, sendo difícil, por exemplo, movimentar para trocar a roupa.
  • Atraso no desenvolvimento, ou seja, demorar mais do que o esperado para aprender a sentar, rolar, segurar brinquedos.
  • Dificuldades na alimentação, como engasgos freqüentes e pouca força para a sucção.

É importante observar que cada criança segue um ritmo próprio de desenvolvimento. É normal que um bebê leve alguns meses a mais para alcançar uma conquista do que outra criança. Mas sempre que houver dúvidas em relação a esse desenvolvimento, deve-se consultar um profissional. Ainda que seja apenas um pequeno atraso, ou paralisia cerebral, quanto mais cedo a criança iniciar os tratamentos, melhores serão os resultados. Diversos profissionais poderão auxiliar durante esse processo: médicos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicólogos e pedagogos.

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